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As emoções que você vai sentir no Natal (e como não ser engolida(o) por elas) 🎄
O corpo emocional guarda o que a mente tenta esquecer. Vamos cuidar dele juntas(os)?

Oii, ser de luz!
Na semana passada, te apresentei a nova jornada que estamos trilhando juntas(os): a anatomia energética. Falamos sobre os corpos sutis, a aura e os chakras — o mapa do território.
Hoje, vamos dar o primeiro passo real nessa trilha.
E eu escolhi começar justamente pelo corpo emocional porque... bem, estamos a poucos dias do Natal.
🎄 Por que o Natal mexe tanto com a gente?
Natal é época de reencontros. E reencontros trazem à tona tudo que ficou guardado.
Aquela tensão com a sogra. O comentário do tio que sempre machuca. A cadeira vazia de quem já se foi. A expectativa de que "dessa vez vai ser diferente" — e a frustração quando não é.
Não é à toa que muitas pessoas sentem um misto de ansiedade e tristeza nessa época. O problema não é o Natal. O problema é o que o Natal desperta.
E o que ele desperta mora no seu corpo emocional.
💧 O que é o corpo emocional? (além do que você leu no artigo)
No artigo do site, te apresentei o conceito: o corpo emocional é a camada energética onde ficam armazenadas as emoções não processadas.
Mas aqui, quero ir mais fundo.
O corpo emocional tem memória.
Ele não funciona no tempo linear como a mente. Para ele, uma mágoa de 20 anos atrás pode estar tão viva quanto algo que aconteceu ontem — se nunca foi processada.
É por isso que você pode estar bem, tranquila(o), e de repente entrar na casa da sua família no Natal e sentir um aperto no peito. Não é frescura. Não é exagero. É o seu corpo emocional reconhecendo um ambiente onde ele já foi ferido antes.
Os dois tipos de emoção que você precisa distinguir
1. Emoções do momento — São reações ao que está acontecendo agora. Alguém te disse algo rude, você sente raiva. É proporcional, faz sentido, passa quando a situação passa.
2. Emoções armazenadas — São reações desproporcionais ao presente porque vêm do passado. Alguém te disse algo levemente crítico, você explode ou se fecha completamente. A intensidade não combina com o gatilho.
A diferença é crucial: emoções do momento precisam ser sentidas e expressas. Emoções armazenadas precisam ser reconhecidas e liberadas.
Se você tentar "superar" uma emoção armazenada apenas com a mente, ela não vai embora. Ela vai para o corpo físico. Vira tensão no ombro, nó na garganta, peso no peito.
🔍 Sinais de que seu corpo emocional está sobrecarregado
Você chora "do nada" ou se sente incapaz de chorar
Pequenas coisas te irritam profundamente
Você se sente emocionalmente entorpecida(o), como se estivesse anestesiada(o)
Há uma tristeza de fundo que não tem explicação lógica
Você evita certas pessoas ou lugares porque "não aguenta"
Seu corpo reage antes da sua mente processar (coração acelera, mãos suam, estômago embrulha)
Se você se identificou com alguns desses sinais, não se assuste. A maioria das pessoas carrega um corpo emocional sobrecarregado. O primeiro passo é reconhecer.
🌊 O que acontece quando você processa uma emoção de verdade
Processar não é pensar sobre a emoção. Não é analisar, racionalizar ou justificar.
Processar é permitir que a emoção se mova através de você.
Emoção vem do latim emovere — "mover para fora". Quando você permite que ela se mova, ela cumpre seu ciclo natural:
Surge — como uma onda que se forma
Intensifica — a onda cresce
Atinge o pico — o momento mais intenso
Dissipa — a onda quebra e recua
Integra — você absorve a mensagem que ela trouxe
O problema é que a maioria de nós aprendeu a interromper esse ciclo. Engolimos o choro. Reprimimos a raiva. Fingimos que está tudo bem.
E a onda que não quebra fica congelada dentro de nós.
🌺 Prática da semana: Liberação emocional consciente
Esta prática é para você fazer antes dos encontros de Natal. O objetivo é limpar o que está acumulado para que você chegue mais leve — e reaja ao presente, não ao passado.
Reserve 20 minutos em um lugar onde você possa ficar sozinha(o) e, se precisar, chorar ou fazer sons.
Sente-se confortavelmente e coloque as mãos sobre o peito, na altura do coração.
Respire profundamente três vezes, sentindo o ar expandir o peito e o abdômen.
Convide a emoção a aparecer. Pense nos encontros que estão por vir. Quem vai estar lá? Como você se sente ao pensar nisso? Não julgue, apenas observe. Deixe vir.
Localize no corpo. Quando a emoção surgir, pergunte: onde no meu corpo eu sinto isso? Pode ser um aperto no peito, um nó na garganta, um peso no estômago, tensão nos ombros. Coloque sua atenção ali.
Dê espaço para a onda. Agora, ao invés de tentar mudar a sensação, permita que ela cresça. Diga internamente: "Eu te vejo. Eu te permito estar aqui." Se vier choro, chore. Se vier som, solte. Se vier tremor, deixe o corpo tremer. A onda precisa completar seu ciclo.
Respire através da sensação. Imagine que sua respiração está entrando diretamente na área do corpo onde a emoção está. Cada expiração dissolve um pouco da densidade.
Agradeça e solte. Quando sentir que a intensidade diminuiu, coloque as mãos sobre o coração e diga: "Obrigada(o) por me mostrar o que precisava ser visto. Eu te libero com amor."
Você pode repetir essa prática quantas vezes precisar até o Natal. Cada vez que você completa um ciclo emocional, seu corpo fica mais leve.
Se você ainda não leu a introdução sobre anatomia energética, o artigo no site te dá a visão geral:
Na próxima semana — véspera de Natal — vamos falar sobre a aura: como ela funciona como escudo protetor e o que fazer para não sair dos encontros de família completamente drenada(o).
Um abraço que acolhe todas as suas emoções,
Érika Busani 💕
P.S.: Suas emoções não são inimigas. São mensageiras. E quando você aprende a ouvi-las, elas param de gritar.